"- Lira! O que escondes aí?
É o doce antigo aquele,
no qual queres te servir?"
- Não é nada que escondo.. que não possa saber!
Se eu quisesse tal doce, eu estaria à comer!
"- Lira,não mintas, sabe que pode nos fazer mal!
Tal doce é venenoso, mais que mil quilos de sal!"
- Não há nada em meu bolso, eu te juro, olhe aqui!
Prometo que não há nada, nunca houve,nem comi!
"-Lira, amor, te acredito,
deite junto do meu peito,
me desculpe a insegurança,
e tal falta de respeito!"
- Te perdoo, e te asseguro, pois não quero teu rancor,
deitarei então no teu peito,
e repito:
és o meu amor!
" - Lira, te amo,te desejo.. peço: não caias em tentação!
Livra- te de qualquer doce,
jogue ele pelo chão!"
- Se existisse, jogaria, não temas,
fique quieto!
Esse momento é só nosso..
"- Lira, assim espero."
Ventos depois, seu amor embora foi, a deixou com pensamentos, sozinha ela em meio ao tempo, tentada por tal sabor..
"- O que há de mal no doce..
se seu açúcar me faz tão bem?!
Provarei apenas um pedaço.
Quem saberá? Ninguém."
Lira se deleita no fino açúcar, na noite melancólica e serena que à todos assusta, esquece em si, a tal promessa, e aos poucos se entrega ao terno, mal sabe ela, que com isso, irá ao inferno.
Se afoga em contentamento, e continua na doce ilusão, carregando no seu semblante a voracidade da tentação.
Dias após, em meio à umidade do chão, seu amor a encontra convulsiva, consumida pelas larvas da perdição, o suspiro ofegante do vento, que nos cabelos de Lira passava, não se comparavam à espessura do pensamento, que no peito ele carregava.
A figura majestosa de Lira se encontrava quebrada no chão, onde ele a encarou e olhou, com os olhos da decepção. Ele a perguntou o porquê, e logo depois Lira morreu...
E até hoje, ninguém soube responder, porquê o tal doce Lira comeu.
Conto II dos Contos Eternos de Lira.
Natalia Camargo Dutra
É o doce antigo aquele,
no qual queres te servir?"
- Não é nada que escondo.. que não possa saber!
Se eu quisesse tal doce, eu estaria à comer!
"- Lira,não mintas, sabe que pode nos fazer mal!
Tal doce é venenoso, mais que mil quilos de sal!"
- Não há nada em meu bolso, eu te juro, olhe aqui!
Prometo que não há nada, nunca houve,nem comi!
"-Lira, amor, te acredito,
deite junto do meu peito,
me desculpe a insegurança,
e tal falta de respeito!"
- Te perdoo, e te asseguro, pois não quero teu rancor,
deitarei então no teu peito,
e repito:
és o meu amor!
" - Lira, te amo,te desejo.. peço: não caias em tentação!
Livra- te de qualquer doce,
jogue ele pelo chão!"
- Se existisse, jogaria, não temas,
fique quieto!
Esse momento é só nosso..
"- Lira, assim espero."
Ventos depois, seu amor embora foi, a deixou com pensamentos, sozinha ela em meio ao tempo, tentada por tal sabor..
"- O que há de mal no doce..
se seu açúcar me faz tão bem?!
Provarei apenas um pedaço.
Quem saberá? Ninguém."
Lira se deleita no fino açúcar, na noite melancólica e serena que à todos assusta, esquece em si, a tal promessa, e aos poucos se entrega ao terno, mal sabe ela, que com isso, irá ao inferno.
Se afoga em contentamento, e continua na doce ilusão, carregando no seu semblante a voracidade da tentação.
Dias após, em meio à umidade do chão, seu amor a encontra convulsiva, consumida pelas larvas da perdição, o suspiro ofegante do vento, que nos cabelos de Lira passava, não se comparavam à espessura do pensamento, que no peito ele carregava.
A figura majestosa de Lira se encontrava quebrada no chão, onde ele a encarou e olhou, com os olhos da decepção. Ele a perguntou o porquê, e logo depois Lira morreu...
E até hoje, ninguém soube responder, porquê o tal doce Lira comeu.
Conto II dos Contos Eternos de Lira.
Natalia Camargo Dutra
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