quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tristessa

"A tristeza em si, renova,
Como um abraço,
logo acalma.
Tristeza e felicidade, possuem um elo,
Que juntamente completam a alma.
Creio que sofrer é necessário,
como o esforço da lagarta ao virar borboleta,
é como se fosse uma muleta,
Não a queremos, mas devemos,
nos apoiar nela para a melhora,
ora, a tristeza é um remédio,
para quem não é triste, e ainda assim,chora."

VIM TE trazer um poema, E SEI Somente do meu descaso.

"Te trago
agora apenas,
as duras penas,
que passamos.
Nõ tenho rosas, nem amostras
do meu encanto.
Só trago aqui, o que eu tenho,
e só à ti,
o meu silêncio.
O meu pranto."


Passeando no velho bosque, Lira avista o grande sapo, até perceber sua indiferença, o grande sapo carrega suas malas e olha decididamente para Lira e seu confuso sorriso e coaxa:




"- Não pertencemos mais ao mesmo bosque, agora eu pertenço à outro mundo, um mundo não mais colorido e cheio de estrelas, estou indo embora."




E Lira apunhalada canta, as canções da perdição e desencanto, no canto escuro e...








FIM.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

*...Mas Lira estava enganada.


Fim.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

É ela! (Canção Maldita)

"É ela, é ela!
Que assombra
a penumbra do meu pensar!
Que azar!
Essa "ela" que ronda
O meu sentir,
O meu caminhar!
Não sei o ponto que me encontro FORTE,
E não sei como aqui cheguei,
Mas procurando encontrei essa sorte,
onde ELA, a MORTE... Encontrei!"

Piano som

"Que surpresa!
O suspiro do canto!
Em meu pranto que se formou,
Foi a melodia do meu encanto,
que eu tanto...
Ele tocou!
"Se essa rua fosse minha"
Tornaria ela teu palco musical,
Onde haveriam dançarinas e rosas jogadas,
E serias TU o papel principal!
Um pesar... um alívio,
um...não sei!
Mas que importa agora,
Depois que o cantar das notas escutei!
Esses dedos singelos,
sensíveis,
Que trouxeram em parte, alegria,
eternizando a trilha chorosa,
afastando daqui, agonia.
E sento ao teu lado,
calado...
Saboreando o som do piano,
Minha esperança te diz, Obrigado!
embora a angústia esteja inflamando.



(Dedicado ao meu amigo Artur Cimirro)




Um canto sobre o Planeta.


"Me encontro em montanhas geladas,
Onde deito e exagero meu mundo,
Onde inundo uma vasta geleira,
E impero no mar do absurdo.
Enxugo o suor, lágrima das minhas mãos,
Onde outrora ofereceram carinho,
E suspiro,suspensa do mundo
encontrando o desencanto sozinho.
E junto dele, fuga infinita,
na procura incerta de mim,
Onde apenas UM Deus impera,
E só tenho a certeza INCERTA,
do início, meu meio e meu fim."

PARem


"-Peguem as laranjas! - gritou o menino gorduxo do boné surrado.


"-E escolham as mais pútridas! Quanto mais se fizer a podridão nesse manto falecido, esquecido ele se tornará! Mais ganharemos pontos em nosso ego, afinal, quem vai nos julgar?!"


"-PAREM COM ISSO!" - gritava em si, deteriorando-se, a pequena Lira enchendo os olhos com inexistentes lágrimas, enfrentando tal ausência de romance.


Ao dançar nela, as laranjas, saltitavam em sua veste, e como uma peste em sua alma exalava, um aroma indefinido de perfume cítrico, com o perfumar de um odor cínico.
Ela precisava apenas do silêncio, de um jazigo, onde o mínimo que se pudesse oferecer fosse um instante de descanso esquecido.


"Vão embora do meu sepulcro, e levem consigo esse efêmero fervor! Não derramem aqui esse mau corrosivo, nesse meu largo templo de horror!"


Cansada então, desistiu. O tempo caminhou, se esqueceu, em meio aos restos dos protestos, ainda ali, permaneceu.





E enloqueceu.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

15 de outubro de 1989

E então, a linda mãezinha definiu Lira:

"Quando ela nasceu, percebi rapidamente, ainda no berçário, que era exigente determinada e sensível. Quando decidiu vir ao mundo, o fez em poucos minutos e quando a afastaram de mim, contrariando-a, chorava mais alto que todos os outros bebezinhos. O médico surpreendeu-se quando pedi que trouxesse minha filha que estava chorando muito.

Perguntou: "-Como sabes que é a tua filha?"

Era ela.

O choro era forte e exigente, o mesmo de quando chegou ao mundo. O médico trouxe-a surpreso e deito-a ao meu lado. Ela resmungou qualquer coisa em lingua de bebezinho e adormeceu, linda."


E ao terminar de ler, Lira chorou.

sábado, 1 de agosto de 2009

DELÍRIO.


"...Ela delirante envloveu então,
Nos seus braços a garrafa vazia,
Entornou palavras distintas,
E acolheu conselhos de bar,
Queria mais que simples palavras,
Talvez entender o que não sentia,
Talvez viver o calor das noites,
Ou talvez o que não podia.
O que influi nessa história
É que, então enlouqueceu.
Juntou o porquê dos não-sentidos
E carregou no peito seu.
Segurou em si então
Um sentimento de ternura,
Que embora um sentido charlatão,
A deixaria por horas, segura.
Exilada em paranóias,
Ali no chão se encontrava
A única certeza de toda noite
Era a garrafa que entornava.
Não haviam em si palavras
Não haviam nem conselhos,
Na verdade,não havia nada
Somente os lúcidos pesadelos..."

reVIVER

Michelle, estava só
Michelle, retornava ao pó,
O que tem michelle
Que esse nó
Não se dissolve,
Que esse amor não se resolve,
O que diz michelle
Nas noites que não são?
O que pensas michelle
Quando te perdes na canção?
Que palhaçada michelle!
Revive esse teu esplendor
Que tal alma não merece
Teu rancor
Não merece teu favor,
Não merece nada!