quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um conto da decepção inacabada


Lira então apaixonou-se.

Mas não pelo cara das maçãs ou pelo anjo que antigamente balançava seu coração. Lira entregou a chama de seu peito ao cara da livraria que ficava no canto mais sombrio e longe da floresta, entregou ao cara que aparecia em dias onde o vento soprava congelante na face, nos dias impróprios, nos dias que, não.
Lira se deslumbrou com o brilho cegante que ele fazia questão de expor à todos,esse brilho que Lira antes apenas admirava de longe, ou admirava entre uma conversa perdida e esquecida durante um dia, o procurando a cada dia que passava, ela se entregava cada vez mais, e ele, o cara que saboreava palavras de outros caras, que compreendia,que se intrigava, que mastigava palavras e as lançava pra quem quisesse (e pra quem não quisesse) ouvir,
ele se mostrava cegante diante das pessoas, era impossível não notá-lo, não receber seu toque, não... estava no automático, era como se fosse uma mania, porém era essencial.
Mas ele não falava sobre dores, sobre as flores, apenas sobre perdas, apenas sobre o que foi. Não discutia o sentido das cores, não citava novos amores, apenas o que ficou.
Lira olhava atenciosamente seus gestos e sentia suas palavras acompanhando cada movimento com o cuidado de não se perder por aquelas mãos, tentava levar as palavras ao ouvidos, mas costurando sua atenção a cada suspiro, a cada minuto... a cada... Ele dançava as palavras em Lira, ele as tornava sentidas, e as tirava, e isso deteriorava cada pequena esperança de sentimento que Lira ainda tinha desde a vez que cravaram o punhal da mentira e da humilhação em seu doce peito de menina que ama.
Lira não dormia, para poder dar o máximo de atenção a cada conversa, a cada momento e a cada qualquer coisa que aquele pequeno tempo pudesse oferecer, estava ocupada demais em saber QUANDO e ONDE, em que HORAS.
Lira não se abatia, procuarava sempre entender, mesmo que esse entendimento fosse uma vasta frase de dor! Aquilo consumia Ela durante o pequeno tempo, o tempo que necessitava, e o tempo que restava, estar. Consumida pelo desejo de entender aquele rapaz que em horas se mostrava aberto e compreendido, e entre horas a fazia escutar palavras sobre outras mulheres, sobre outros saberes, sobre tudo, menos sobre ela. Decidiu caminhar pela extensa e gelada floresta a andar pelo seu lugar secreto, encontrando num grande rio a sabedoria do grande boi, o grande boi era um ser divino que se dispunha a ajudar qualquer pessoa que o quisesse bem e o fizesse entender, envolvido em chamas e sangue, poderia ajudar de vez, ou acabar de vez com as desconfianças e medos que abatiam qualquer ser, e agora ajudaria Lira e seu doce, porém frágil e fortemente consciente, coração.
A conversa fluiu como o nascimento de uma criança, fluiu como o amor recíproco, e suturou as amarguras e receios dela.
Saiu flamejante e saltitante ao encontro do grande leitor,na livraria da árvore. Ao vê-lo, ela sentia que estava tudo bem, que já não haviam mais desconfianças, ou semelhanças entre os dois, que as intenções eram as mais puras porém, inconscientes. Estava aceitando a situação, ele queria conversar. Ela então começou a longa conversa, entre palavras e palavras, entre se perder na falsa inocência daqueles olhos, ela compreendia, mas se afastava cada vez mais, porque as respostas geravam cada dez novas perguntas na sua cabeça ainda cunfusa. Até sentarem na árvore mais próxima, escutando a música dos pássaros noturnos, que pareciam não acompanhar a trilha sonora dos pensamentos dela, as coisas foram se tornando convenientes demais, e confusas,e confusas... Ela tentou abrir seu coração, mas o acidente que Lira sofreu quando criança, havia retirado uma certa parte de sua insensibilidade de demonstrar sentimentos, ela não conseguia falar.
Tentou por vezes, mas de nada adiantou, até, finalmente cantarolar em partes a sua dúvida.
Seus olhos se umedeceram de amargura ao lembrar de certos momentos, e se encheram de lágrimas de medo de negação.
Aquelas lágrimas geraram um grande sorriso do grande ouvinte, ele abraçou as mãos dela com carinho e falou palavras amigáveis porém, não desejadas.
E assim aconteceu.
O homem dos olhos que falavam, aquela suspeita negou. E negando ela, negou a si mesmo.
E negando a si mesmo, ele concluiu enfim as dúvidas dela, tornando mais uma vez uma nova dúvida. Só que Lira não fala mais, não expõe novamente seus medos, apenas escuta histórias debate, apenas o aquece em dia de frio, apenas faz com que uma chama possa ser o conforto dele por algumas horas, e ela apenas queria dizer:
Não há mais relação com a antiga maçã, Lira agora é uma mulher, e sabe o valor do que realmente vale ser mantido.
Não há passado, há apenas isso aqui dentro, se renovando a cada dia que passa e fazendo com que cresça uma chama mais viva e ardente mais pura e poderosa que uma simples paixão, o verdadeiro calor da AMIZADE.








Mas..



segunda-feira, 27 de julho de 2009

Hoje de manhã, deitada na cama, choveu um mar de palavras na minha cabeça, se tivesse força naquela hora, anotaria tudo o que eu ouvi, mas pude pegar uma parte, e escrevi no meu celular, não sei de onde elas vem, mas quando vem, vêm com força, é um rio de palavras, absurdamente velozes que ficam constantemente girando na minha cabeça por um miuto, até dar tempo de escrevê - las ou deixar que vão embora.

"Não quero esse amor corrosivo,
Quero uma paixão inacabada,
Nada desse amor descabido,
Quero uma paixão inceniada,
Afinal o que é o amor sem paixão?
Faixada.
O que é a paixão sem amor?
Não é NADA."

Sabe, se parar pra analisar, são pensamentos, mas porquê eu penso poeticamente? Eu poderia apenas dizer " não quero amar, afinal ficar apaixonado é bom, se tu ama sem paixão é ruim, mas se tu se apaixona e ama, é um saco" não sei porquê penso assim, mas esse "assim" me conforta bem mais, as rimas são como pensamentos comuns, mas me faz tão bem ser assim...

"Coisas ruins acontecem...

E acabam virando poesia
Ainda bem que não são coisas
que me tornem talvez mais vazia.
tem angústia nas minha palavras,
mas o que seria delas sem nada?
Uma poesia boa é uma poesia sentimentalista
não uma palavra cimentada.
O canto poético da dor,
como toda experiência ruim traz
e renasce como uma bela flor,
mas no fundo da alma não dá paz,
O gosto do sofrimento,
traz enjôo e solidão,
nada que um gole de poemas não resolva
esse pesar da insatisfação,
não importa a simplicidade
tampouco a rima das palavras
o que importa é que a escuridão do meu peito
se tornem palavras belas e claras.."



"Ahhhh... nada como um outro após o dia!"




Nem sempre como são.


Não há melhor maneira de se provar o incerto com o silêncio. Ele cala as expectativas, comprime os desejos e sacia as dúvidas. Mas infelizmente algumas pessoas tornam a simplicidade do conveniente um tanto quanto constrangedora, infelizmente às vezes essas pessoas são (eram) muito queridas, e continuarão sendo, certamente, mas com aquele pontinho de seriedade literalmente apagado, 5:57 da manhã, o ruído inesperado tocou, finalmente antes de eu estar aqui congelando, e tocou pra piorar. Estou segura agora, que o cheiro que eu senti era bastante agradável, porém não era perfume o suficiente pra me fazer sonhar ou delirar na cama, realmente em certas ocasiões me mostrei voluntariamente envergonhada, descobri que eu sou tímida e não apaixonada, realmente levei algo pra registrar num momento que eu sempre costumo presenciar, ultimamente, desde um outro texto eu venho bebendo pra ver se o sono me abate, é meio realista demais, meio desprazeroso demais... Realmente.. certos prazeres... A distância é realmente uma solução.

Não espere o meu ruído,
Não espere o meu chamado,
Não espere a minha música.

... e espero que um dia, essa noção de mal estar que foi causada em mim, tão de repente, duas vezes, cause uma certa vergonha, mas não, ainda não é tarde, e espero estar enganada à respeito de pessoas que eu acreditava poder confiar.
Fiquei tranquila, enfim, um peso a menos, me pareceu muito pequeno ao ponto que eu achava que não era, enfim, me enganei ou não? So esse alguém pode me responder.
Hoje usei esta frase, ela resume até muito bem: "Do sublime ao ridículo, é apenas um passo." -Napoleão Bonaparte




"Shhhhhhhhhhhhhh..."




Conclusão INconcluída

Infelizmente só pude voltar um dia depois, hahaha, pra concluir esse texto/diário que ineventei de fazer, concluindo o assunto do Michael e seu poder de persuasão, prefiro deixar o assunto pra outro momento, não estou muito poética hoje, aliás, estou até demais pra confessar... Se vocês soubessem o que eu estou escutando no momento, até o papa ia se converter ao satanismo. Felizmente não é pagode ou emoção barata, pelo contrário, são canções românticas. Pois é, minha cara Natália, desconheço sua face, desconheço seu espírito, nesse momento estou dividida e sentindo como se estivesse no meio de alguma coisa cercada por um nada. Infelizmente preciso, necessito, esconder as coisas que eu sinto... aqui seria meu refúgio... mas na medida que o tempo vai passando eu vou perdendo a liberdade aqui e sentindo como se meu cantinho tivesse sido descobertos por ogros e rebeldes que querem quebrar todas as minhas palavras e corrorer cada sensação que elas trazem... Vou terminar esta postagem, e começar uma nova, com um novo sentimento. Até a linha de cima.

sábado, 25 de julho de 2009

Bom,não esperem muito de mim hoje (nada) pois está fazendo -6 graus lá fora e estou com as mãos e o cérebro congelando. O que eu quero deixar aqui hoje são lembranças, lembranças pois hoje é um dia importante. Minha mamãe linda e maravilhosa está de aniversário, e o presente que eu quero deixar pra ela é apenas um texto gelado e limitado, mas feito com todo o carnho do mundo, hoje também é o aniversário de morte de Michael Jackson, não poderia deixar de citá-lo pois a "festa" de hoje foi regada às lágrimas da minha tia emotiva assistindo ao clipe you're not alone, confesso que coloquei o clipe justamente pra ver as lágrimas... Em homenagem à minha mãe, concluí com o clipe they don't care about us, gravado no brasil, pra selar a noite de alegria e trsitezas. Como esperado Michael foi a atração da noite, sendo ele,assunto principal, chegou gente, volto mais tarde.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Acho que cansei.. como cansei de muitas coisas... sempre desisto do que nao posso consertar..."


"- entendo...
...perfeitamente."

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Maria, amor.


"Maria, maria
tua força me encanta
maria, maria
o teu poder me levanta
maria, amor,
me reclusa da dor
alegria, maria,
me traz o teu nome
e não é qualquer homem,
que se apossa de ti.
me alegre, maria
me sustente, me envolva,
me carrega maria
me aqueça, me poupa,
maria amor
teu furor me conforta
tua afronta me guia
tua lei me envolta,
maria amor, te descobri muito tarde,
essa culpa me arde,
mas aquieta, enfim.
As marcas ficam maria,
na alma, na (falsa) calma
maria, tua falta
no meu peito esvaiu
meu sustento caiu
e não sei se ainda volta
mas que fica a revolta
e suplica justiça
da tua ida, maria
tua ausência maria,
minha solidão, maria
minha aflição, maria
meu coração, maria
meu tormento, maria
minha solução,maria."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Na alegria de saber que não voltará jamais.
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É eterna a distância.

terça-feira, 7 de julho de 2009


Ainda bêbada em meio às notícias, em meio aos sustos... em meio às canções. nenhuma poesia, nenhum sussurro ou cantar, apenas o pasmo do arrepio e a espera de um dia melhor para escrever sobre tudo.


e hoje enfim, se encerra uma etapa.