quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A♠

"Estou te odiando.
E como eu amo te odiar!
Estou amando... o ódio!
Como é bom esse "amar"!
O teu cheiro... o cheiro da tua comida...
Tem as cores do ódio,Itálico
da cor dessa ferida!
Tua pele... teu perfume,
Era tudo que eu mandaria pro inferno!
É a solidão de um falso amor,
com resquício de inverno!
Tão frio e lascivo,
úmido, quente, sarcástico...
Tão cheio de nada
E ao mesmo tempo, fantástico!
E como eu piso...
E me pisa... (durante e depois)
Contorce distorcido,
O amor do "apenas dois"
A sede da língua
A espera (que dilacera) do toque, virá?
Pode ser, ou não,
Quem de novo há de julgar?
É desconfiado e combinado, limpo,
Como um jogo de cartas.
A proposta jogada na mesa,
Aguardando com fervor o ÀS DE ESPADAS.

Um comentário:

  1. "Deixe-me rasgar sua carne, e escrever em seu coração, que tudo o que se ama na vida, muitas vezes é em vão..." (Marcelo Muller)

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