- Tu, não me dá a mínima atenção! Um gesto de carinho teu é menos esperado do que a existência de Deus! Te dou liberdade ( friccionando as mãos freneticamente ) te dou apoio, sou teu alicerce! É assim que me agradece?
- Mas... ( as mãos na boca) "tolo, como pode pensar algo tão brutal?"
- Fico aqui, no abandono do lar, pronto pra tua chegada, e desperto a todo momento por tua partida!
-Não é minha intenção, te quero bem, sempre, e sempre vou.
- Céus! Eu sempre disponibilizo meus momentos para ti, sempre disposto meus sentimentos ficam quando me chamas, e é isso? apenas 20 ou 30 minutos e estás pronta pra uma nova aventura, e eu... aqui, no abandono do lar.
-Me desculpa, achei que...
-Achou errado. Penso que é melhor eu partir, penso que é melhor parar agora. Só o que eu pedi foi uma noite, um momento feliz...
(sempre em discussão...)
...Quer saber? Adeus!
-Mas... espera! Como podes tu, saber o que eu sinto, tu não sofre menos que eu, me fazes sentir como um montro que enjaula na tua liberdade! Porque me tratas assim? Porquê?
- Nada mais, me despeço, me despedaço, tu és SEM CORAÇÃO!
E sai, ele, com o amigo que o estava esperando, com a garrafa cheia de whiskey, seus planos formados, sua felicidade. E fica ela ali, na sede da angústia, na lamúria da culpa, no infinito do sentimento dele, e ela? Onde ela está? Pra onde vai? E ELA?


