quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


"...E é como se uma bomba relógio atacasse meus sentidos, pulsando segundos que transpiram calor a cada toque. De repente me tornei selvagem, vil e convexa. Delirantes, meus gritos atravessam minhas veias, gemendo o pulsar do sangue que transborda a incandescência do prazer.

Ah... esse amor me ultrapassa todas as linhas, e cada linha escrita é um toque macio e faminto no meu corpo, na minha pele, mas no meu coração, parece nada acontecer.

As cores desbotaram essa noite, logo após uma noite de amor com ela mesma. E de repente incandesci, de repente apaguei. E eu, nos meus lírios e delírios, não fui suficientemente apaixonante para mim por um instante. Percebi que era preciso lamentos, esperas e palavras, e silêncios, cheiros, que sinto agora mesmo sem estar.

E o pedaço de papel que perfuma essa minha noite (e só minha), descansa dobrado ao lado do meu corpo, fazendo companhia ao meu recital de devaneios e loucuras apaixonadas.

Perdoem os príncipes e os cafajestes, mas esta noite eu pertenço à mim (E só a mim)! Embora o quisesse.

Hoje o perfume me basta, hoje a essência me envolve, na solitude de mim, apenas minhas mãos no meu corpo deslizando como a brisa, suave e selvagem como uma flor silvestre. Hoje eu sou minha, hoje vocês, são EU."

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