Lira então apaixonou-se.
Mas não pelo cara das maçãs ou pelo anjo que antigamente balançava seu coração. Lira entregou a chama de seu peito ao cara da livraria que ficava no canto mais sombrio e longe da floresta, entregou ao cara que aparecia em dias onde o vento soprava congelante na face, nos dias impróprios, nos dias que, não.
Lira se deslumbrou com o brilho cegante que ele fazia questão de expor à todos,esse brilho que Lira antes apenas admirava de longe, ou admirava entre uma conversa perdida e esquecida durante um dia, o procurando a cada dia que passava, ela se entregava cada vez mais, e ele, o cara que saboreava palavras de outros caras, que compreendia,que se intrigava, que mastigava palavras e as lançava pra quem quisesse (e pra quem não quisesse) ouvir,
ele se mostrava cegante diante das pessoas, era impossível não notá-lo, não receber seu toque, não... estava no automático, era como se fosse uma mania, porém era essencial.
Mas ele não falava sobre dores, sobre as flores, apenas sobre perdas, apenas sobre o que foi. Não discutia o sentido das cores, não citava novos amores, apenas o que ficou.
Lira olhava atenciosamente seus gestos e sentia suas palavras acompanhando cada movimento com o cuidado de não se perder por aquelas mãos, tentava levar as palavras ao ouvidos, mas costurando sua atenção a cada suspiro, a cada minuto... a cada... Ele dançava as palavras em Lira, ele as tornava sentidas, e as tirava, e isso deteriorava cada pequena esperança de sentimento que Lira ainda tinha desde a vez que cravaram o punhal da mentira e da humilhação em seu doce peito de menina que ama.
Lira não dormia, para poder dar o máximo de atenção a cada conversa, a cada momento e a cada qualquer coisa que aquele pequeno tempo pudesse oferecer, estava ocupada demais em saber QUANDO e ONDE, em que HORAS.
Lira não se abatia, procuarava sempre entender, mesmo que esse entendimento fosse uma vasta frase de dor! Aquilo consumia Ela durante o pequeno tempo, o tempo que necessitava, e o tempo que restava, estar. Consumida pelo desejo de entender aquele rapaz que em horas se mostrava aberto e compreendido, e entre horas a fazia escutar palavras sobre outras mulheres, sobre outros saberes, sobre tudo, menos sobre ela. Decidiu caminhar pela extensa e gelada floresta a andar pelo seu lugar secreto, encontrando num grande rio a sabedoria do grande boi, o grande boi era um ser divino que se dispunha a ajudar qualquer pessoa que o quisesse bem e o fizesse entender, envolvido em chamas e sangue, poderia ajudar de vez, ou acabar de vez com as desconfianças e medos que abatiam qualquer ser, e agora ajudaria Lira e seu doce, porém frágil e fortemente consciente, coração.
A conversa fluiu como o nascimento de uma criança, fluiu como o amor recíproco, e suturou as amarguras e receios dela.
Saiu flamejante e saltitante ao encontro do grande leitor,na livraria da árvore. Ao vê-lo, ela sentia que estava tudo bem, que já não haviam mais desconfianças, ou semelhanças entre os dois, que as intenções eram as mais puras porém, inconscientes. Estava aceitando a situação, ele queria conversar. Ela então começou a longa conversa, entre palavras e palavras, entre se perder na falsa inocência daqueles olhos, ela compreendia, mas se afastava cada vez mais, porque as respostas geravam cada dez novas perguntas na sua cabeça ainda cunfusa. Até sentarem na árvore mais próxima, escutando a música dos pássaros noturnos, que pareciam não acompanhar a trilha sonora dos pensamentos dela, as coisas foram se tornando convenientes demais, e confusas,e confusas... Ela tentou abrir seu coração, mas o acidente que Lira sofreu quando criança, havia retirado uma certa parte de sua insensibilidade de demonstrar sentimentos, ela não conseguia falar.
Tentou por vezes, mas de nada adiantou, até, finalmente cantarolar em partes a sua dúvida.
Seus olhos se umedeceram de amargura ao lembrar de certos momentos, e se encheram de lágrimas de medo de negação.
Aquelas lágrimas geraram um grande sorriso do grande ouvinte, ele abraçou as mãos dela com carinho e falou palavras amigáveis porém, não desejadas.
E assim aconteceu.
O homem dos olhos que falavam, aquela suspeita negou. E negando ela, negou a si mesmo.
E negando a si mesmo, ele concluiu enfim as dúvidas dela, tornando mais uma vez uma nova dúvida. Só que Lira não fala mais, não expõe novamente seus medos, apenas escuta histórias debate, apenas o aquece em dia de frio, apenas faz com que uma chama possa ser o conforto dele por algumas horas, e ela apenas queria dizer:
Não há mais relação com a antiga maçã, Lira agora é uma mulher, e sabe o valor do que realmente vale ser mantido.
Não há passado, há apenas isso aqui dentro, se renovando a cada dia que passa e fazendo com que cresça uma chama mais viva e ardente mais pura e poderosa que uma simples paixão, o verdadeiro calor da AMIZADE.
Lira se deslumbrou com o brilho cegante que ele fazia questão de expor à todos,esse brilho que Lira antes apenas admirava de longe, ou admirava entre uma conversa perdida e esquecida durante um dia, o procurando a cada dia que passava, ela se entregava cada vez mais, e ele, o cara que saboreava palavras de outros caras, que compreendia,que se intrigava, que mastigava palavras e as lançava pra quem quisesse (e pra quem não quisesse) ouvir,
ele se mostrava cegante diante das pessoas, era impossível não notá-lo, não receber seu toque, não... estava no automático, era como se fosse uma mania, porém era essencial.
Mas ele não falava sobre dores, sobre as flores, apenas sobre perdas, apenas sobre o que foi. Não discutia o sentido das cores, não citava novos amores, apenas o que ficou.
Lira olhava atenciosamente seus gestos e sentia suas palavras acompanhando cada movimento com o cuidado de não se perder por aquelas mãos, tentava levar as palavras ao ouvidos, mas costurando sua atenção a cada suspiro, a cada minuto... a cada... Ele dançava as palavras em Lira, ele as tornava sentidas, e as tirava, e isso deteriorava cada pequena esperança de sentimento que Lira ainda tinha desde a vez que cravaram o punhal da mentira e da humilhação em seu doce peito de menina que ama.
Lira não dormia, para poder dar o máximo de atenção a cada conversa, a cada momento e a cada qualquer coisa que aquele pequeno tempo pudesse oferecer, estava ocupada demais em saber QUANDO e ONDE, em que HORAS.
Lira não se abatia, procuarava sempre entender, mesmo que esse entendimento fosse uma vasta frase de dor! Aquilo consumia Ela durante o pequeno tempo, o tempo que necessitava, e o tempo que restava, estar. Consumida pelo desejo de entender aquele rapaz que em horas se mostrava aberto e compreendido, e entre horas a fazia escutar palavras sobre outras mulheres, sobre outros saberes, sobre tudo, menos sobre ela. Decidiu caminhar pela extensa e gelada floresta a andar pelo seu lugar secreto, encontrando num grande rio a sabedoria do grande boi, o grande boi era um ser divino que se dispunha a ajudar qualquer pessoa que o quisesse bem e o fizesse entender, envolvido em chamas e sangue, poderia ajudar de vez, ou acabar de vez com as desconfianças e medos que abatiam qualquer ser, e agora ajudaria Lira e seu doce, porém frágil e fortemente consciente, coração.
A conversa fluiu como o nascimento de uma criança, fluiu como o amor recíproco, e suturou as amarguras e receios dela.
Saiu flamejante e saltitante ao encontro do grande leitor,na livraria da árvore. Ao vê-lo, ela sentia que estava tudo bem, que já não haviam mais desconfianças, ou semelhanças entre os dois, que as intenções eram as mais puras porém, inconscientes. Estava aceitando a situação, ele queria conversar. Ela então começou a longa conversa, entre palavras e palavras, entre se perder na falsa inocência daqueles olhos, ela compreendia, mas se afastava cada vez mais, porque as respostas geravam cada dez novas perguntas na sua cabeça ainda cunfusa. Até sentarem na árvore mais próxima, escutando a música dos pássaros noturnos, que pareciam não acompanhar a trilha sonora dos pensamentos dela, as coisas foram se tornando convenientes demais, e confusas,e confusas... Ela tentou abrir seu coração, mas o acidente que Lira sofreu quando criança, havia retirado uma certa parte de sua insensibilidade de demonstrar sentimentos, ela não conseguia falar.
Tentou por vezes, mas de nada adiantou, até, finalmente cantarolar em partes a sua dúvida.
Seus olhos se umedeceram de amargura ao lembrar de certos momentos, e se encheram de lágrimas de medo de negação.
Aquelas lágrimas geraram um grande sorriso do grande ouvinte, ele abraçou as mãos dela com carinho e falou palavras amigáveis porém, não desejadas.
E assim aconteceu.
O homem dos olhos que falavam, aquela suspeita negou. E negando ela, negou a si mesmo.
E negando a si mesmo, ele concluiu enfim as dúvidas dela, tornando mais uma vez uma nova dúvida. Só que Lira não fala mais, não expõe novamente seus medos, apenas escuta histórias debate, apenas o aquece em dia de frio, apenas faz com que uma chama possa ser o conforto dele por algumas horas, e ela apenas queria dizer:
Não há mais relação com a antiga maçã, Lira agora é uma mulher, e sabe o valor do que realmente vale ser mantido.
Não há passado, há apenas isso aqui dentro, se renovando a cada dia que passa e fazendo com que cresça uma chama mais viva e ardente mais pura e poderosa que uma simples paixão, o verdadeiro calor da AMIZADE.
Mas..
Uma linda tradução dos seus sentimentos ...
ResponderExcluirPela intensidade das palavras , parece ser algo ainda recente .
A propósito , não CONSIGO responder seu scrap no Orkut . -.-
É extremamente recente, porém talvez acabado (ou não) perdi um pouco da conexão com o mundo e com certos sentimentos, cheguei a um ponto que nem a presença das pessoas faz diferença... acho que devo parar por aqui, como te disse antes, antes que esqueça do resto do mundo e enlouqueça em mim.
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