domingo, 13 de dezembro de 2009

"E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso"

(Caetano Veloso)

Das duras poesias que leio
dos tapas, palavras que vejo.
Um soco na alma, então,
e penso comigo mesma,
se saio ou se fico na mesma,
se paro, se sigo em frente,
se digo a verdade enquanto todos mentem,
se digo te amo ou te quero,
se tu queres também,
mais outro alguém,
e comigo,
amigo, peço
Fica na tua,
se desfaço o recomeço me perco,
se procuro eu acho e choro,
só imploro, imploro,
me deixe,
pois a fraqueza do laço que aperto,
não tem nó, ainda assim é incerto
e guardo junto do peito,
meu leito, minha morte,
que sorte,
um amor sem fim, e não é meu.
Longe daqui está ele,
e vou-me embora para lá,
onde poderei ser você,
assim como você é para alguém.

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