Mais um feriado... escalo as pequenas montanhas de terra passando a Santa Tecla... apalpo o macio do verde chão da minha terra, respiro o ar arenoso que corre e sento junto a uma bela árvore e abro meu livro de poemas...
"Puta merda que frio!" penso eu, e continuo lendo os meus versos com palavras bem recortadas, irônico,não?
Hoje é um daqueles dias que eu pego a minha caneta velha e não sai uma puta palavra sequer! Não há inspiração, não há vida.. não há poesia no vento que passa no meu rosto, não há poema nas folhas que com o tempo caem, não há versos na dança que as abelhas fazem pra conquistar seu mel, seu mal, seu amor, não há nada em nada.
Não tem nada porque eu estou aqui sentada sozinha, no infinito das minhas idéias, no cru das minhas palavras no egoísmo das pessoas e no vazio do amor.
Porque não há amor;
Porque não há palavras;
Porque não há idéias.
Mas porque há solidão.
Sento comigo mesma aqui pra conversar e trocar um pensamento mais sólido, mais encantador, mas nada me chama atenção, enquanto eu me cobro coisas, eu mesma não estou nem aí, e continuo falando comigo mesma.. mas... continuo falando. E uma hora eu vou me ouvir. Só tenho agora a certeza do hoje, e hoje implacávelmente será feliz... mais adiante saberão o porquê, e eu também saberei.. idéias, estudos, futuro.. surgem agora como um clarão que não me quer deixar apagar... devo seguir em frente?
Nunca.
Devo seguir à frente, se você quiser venha atrás, embora não vá enxergar, porque a luz que me puxa me cega, e o que está atrás de mim não interessa, mas muita coisa ao meu lado, terá o que eu conseguirei com todo meu coração.
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