"Se não fosse tua poesia!
Ah se ela não me desse esse toque,
Esse nó que assovia escuridão e me entorpece,
Violentaria a pureza do meu amor todo dia!
Ah se teu poema não embalasse meu sono,
Se tua canção assim não quisesse,
Seria como a morte de uma mãe,
Que no peito esmorece!
Se teus mágicos dedos não andassem
Nessas linhas disformes das folhas,
Alteraria todas minhas cores,
Desmancharia minhas escolhas.
Se tudo de ti não fosse tão verdadeiro
O derradeiro amor de mim mesma,
Também esmoreceria no peito.
Se tudo o que leio e alegro
Me tocasse tanto quanto cada letrinha tua,
Mandaria cada parte de mim,
Se perder feliz pela rua,
Se nenhum poema insistisse
Em toda essa vermelhidão,
estaria então,eu, sem cores,
E não estaria sentada pensando,
Que sou apenas mais uma,
Entre todas as flores."
( Dedicado a Arno )
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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Só mais uma entre todas as flores, mas, a ÚNICA com todo este rubor.
ResponderExcluirEu te amo com deliberação e exagero. É, eu te amo... e sei que, quando o vermelho é de sangue, mesmo derramado, dificilmente é despigmentado. E assim eu te amo e derramo meu sangue durante e ao longo da noite. E assim eu calço meus sapatos de vidro e traço essa linha que "ziguezagueia" em tua direção.
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