
"Vês, essas árvores
Que na estrada passam por nós (estáticas)
Não são essas caricaturas plásticas
Que encontramos por aí.
Vês, essas caricaturas eclesiásticas
Que parecem tão somáticas,
E mal cabem dentro de si.
Eu vi por aí, uma criatura fantástica,
E por fatalidade drástica
Que o rosto (por infelicidade) mesqueci.
Vês, depois do amanhecer,
Quando não houver m'ais motivos pra adoecer
Esses meus olhos que não mais abri.
Cobriste-me,
E, no entanto tuas lágrimas (prudente insistência)
Diziam que só(mente) adormeci."
(Dedicatória insensível insiste em não aparecer!)
De tudo ao meu amor serei atento
ResponderExcluirAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.