segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sem título, sem ponte.


''A gente se olha atravessado quando senta em esquinas diferentes, o olhar passa despercebido pela rua que não é a mesma rua da gente.
E quando passa nada fica só o silêncio que ansioso suplica a vontade do fixar, ergo os olhos ao teu caminhar que levemente passa aveludado pelo chão, e quando apressado, fica com ansiosa precisão.
Quando na rua o vento beija tua fronte, deliciosamente suspira nos cachos que no abraço envolvem teu pescoço... Cachos que se unem e separam e se colorem, e se disfarçam na escuridão do anoitecer.
Nos nossos desencontros, suspiro meu olhar de longe na tua negra jaqueta, d-e-l-i-b-e-r-a-d-a-m-e-n-t-e fechada contra o peito, que tristemente não posso desabotoar. De o teu breve avermelhar (meu), não pode por fim, colorir-me de mim mesma, e nas pálpebras lacrimejadas de diamantes percorrendo meu corpo em melancólica sinfonia, formam um triste colar do diamante mais salgado que já provei.
Meu querer fica limitado em refinada dualidade, que se perde entre nossas esquinas tão vazias, e separados esperamos o encontro da carona que jamais vai nos encontrar...''

2 comentários:

  1. Oi Natalia... muito legal teu blog. Já passei a seguí-lo. Não sei se lembras de mim, fui tua colega na Urcamp em 2010. Dá uma olhada no meu cantinho: http://guriaprendadaatelie.blogspot.com
    Um beijo.

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  2. Oi Natalia... muito legal teu blog. Já passei a seguí-lo. Não sei se lembras de mim, fui tua colega na Urcamp em 2010. Dá uma olhada no meu cantinho: http://guriaprendadaatelie.blogspot.com
    Um beijo.

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