
Esse vazio...
Esse vazio que sopra no peito...
Invisível e ácido,
Insensível e pálido...
E tenso como a espera.
Vazio como a falta das flores na primavera,
Frágil como o fino cristal,
Denso como um temporal,
Triste como os contos de Lira,
Enigmático e fervoroso,
Meu corpo todo se arrepia
Na dança macabra da magia
Desencantada do fino pavio,
Do pequeno toco de vela amarelada
No canto de mim encrencada
Por baldes de água congelados,
Sem ter como fugir para os lados,
Apenas esperando,
O esplendor do adeus.
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