
"Meu Deus! E como transborda!
Que sentidos são esses que aqui não posso expressar?
Porquê tu, anjo, repousas em mim como o mar sobre a areia,
Calmo e voraz, inocente e veloz,
Tu, pássaro reluzente,
Mil vezes mais precioso que um beijo,
Infinitamente mais caloroso do que um abraço,
Tu, és na formosura do ser, a inocência retratada num olhar,
E como ferve esse sentimento,
e adormece fino sobre o berço dos sentidos,
A calma, acalma...
Nem a divindade seria capaz de materializar,
Um sentimento tão extenso, tão puro.
É como a brasa que me enfurece de amor,
Desprezando sentimentos vis,
Limitado às vezes como um cego,
Mas perfumado como o Anis.
Mas me nego a entregar, tal sentimento tão lindo em vão!
Talvez dias nublados virão...
Mas nada que algum dia eu quis."
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