sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


"Meu Deus! E como transborda!

Que sentidos são esses que aqui não posso expressar?

Porquê tu, anjo, repousas em mim como o mar sobre a areia,

Calmo e voraz, inocente e veloz,

Tu, pássaro reluzente,

Mil vezes mais precioso que um beijo,

Infinitamente mais caloroso do que um abraço,

Tu, és na formosura do ser, a inocência retratada num olhar,

E como ferve esse sentimento,

e adormece fino sobre o berço dos sentidos,

A calma, acalma...

Nem a divindade seria capaz de materializar,

Um sentimento tão extenso, tão puro.

É como a brasa que me enfurece de amor,

Desprezando sentimentos vis,

Limitado às vezes como um cego,

Mas perfumado como o Anis.

Mas me nego a entregar, tal sentimento tão lindo em vão!

Talvez dias nublados virão...

Mas nada que algum dia eu quis."

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