segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O dia que me descobri.


No dia em que me descobri,

Estava passeando por aí.

De repente me encontrei.

De repente me perdi.


No dia que me descobri,

Foi um dia chuvoso de inverno,

Era quente como o inferno

E brilhante como a lua.


Minha cabeça girava,

Meu corpo gemia,

no dia que me encontrei,

VAZIA.


Me olhei, virei o rosto,

dava dó me ver tão assim!

No dia que me descobri

foi o fim!


Levantei minha cabeça morta,

Arrumei os cabelos e acariciei meu rosto,

Pensei comigo mesma: E se de repente...

E me cobri novamente.


Saí por aí à procura,

De algo que não era eu.

De repente então descobri,

Que Natália morreu.



(...)

Um comentário:

  1. Uma pessoa não morre quando ainda existe para outras...
    mesmo que, na prática, esteja meio ausente.

    ;)

    Pequena, não cultiva essa tristeza aí. As coisas sempre melhoram e pioram de novo.

    Os textos bonitos que saem disso, são uma prova.

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